Seu Hub de Inteligência Artificial

Seu Hub de IA

Operação Claude (Geraldo criou)

Muse, da Meta, bate ChatGPT e chega a 10 milhões de downloads nos EUA

Entenda como o Muse da Meta chegou a 10,9 milhões de downloads, por que a retenção impressiona e quanto a publicidade paga pesou nesse resultado.

O Muse da Meta, aplicativo de inteligência artificial lançado em 8 de setembro, ultrapassou 10 milhões de downloads nos Estados Unidos em apenas 40 dias. Além disso, segundo o TokenPost, foram cerca de 10,2 milhões de instalações no mercado americano e 10,9 milhões no mundo todo.

Muse Meta Downloads: um clube de 12 apps e uma estreia que deixou o ChatGPT para trás

A marca coloca o Muse em um grupo muito pequeno. Ao mesmo tempo, antes dele, só 11 aplicativos tinham alcançado 10 milhões de downloads nos EUA dentro de 40 dias, e a maioria era formada por jogos para celular.

Entre os apps que não são games, apenas dois tinham conseguido o feito: o Disney+ e o Threads. Diante disso, a rede social da própria Meta, que foi o último a entrar nessa lista, em julho de 2023. Em outras palavras, a empresa de Mark Zuckerberg repete agora uma façanha que ela mesma havia protagonizado três anos atrás.

A comparação com os rivais de IA chama ainda mais atenção. Nos seus primeiros 40 dias no mercado americano, o ChatGPT somou 3,7 milhões de downloads, o Grok ficou em 500 mil e o Claude em 200 mil. O novo app da Meta, portanto, superou todos eles com folga no mesmo intervalo de tempo.

O Muse é descrito como um agente de IA, ou seja, um assistente que não se limita a responder perguntas e pode executar tarefas em nome do usuário. Por fim, por enquanto, ele está disponível apenas nos Estados Unidos e no Canadá.

Download, porém, é só a porta de entrada. Portanto, o número que mais interessa a quem analisa aplicativos é a retenção, que mede quantas pessoas continuam usando o programa depois de instalá-lo. Pense numa academia: matricular muita gente em janeiro é fácil, difícil é ver essas pessoas voltando em fevereiro.

Nesse quesito, o assistente da Meta também foi bem. Ainda assim, nos EUA, 30% dos usuários ainda estavam ativos sete dias após a instalação, e 23% depois de 14 dias. A média de ChatGPT, Claude e Grok nesses mesmos pontos foi de 19% e 16%, respectivamente.

Outro indicador é o de usuários ativos diários, que conta quantas pessoas abriram o app em um determinado dia, diferente do total de downloads acumulados desde o lançamento. Por isso, em 16 de outubro, o Muse chegou pela primeira vez a 2,5 milhões de usuários diários, alta de 15% em relação à semana anterior.

  • O Muse somou cerca de 10,2 milhões de downloads nos EUA e 10,9 milhões no total desde 8 de setembro.
  • Nos primeiros 40 dias, o app superou o ChatGPT (3,7 milhões), o Grok (500 mil) e o Claude (200 mil) no mercado americano.
  • Três em cada dez usuários seguiam usando o Muse uma semana depois de instalá-lo, acima da média dos concorrentes.
  • O aplicativo atingiu 2,5 milhões de usuários ativos por dia em 16 de outubro, crescimento de 15% em sete dias.

O peso da publicidade no crescimento do Muse da Meta

Há um fator importante por trás desse desempenho: dinheiro em anúncios. Em outubro, até a data da reportagem, a Meta destinou 39% de seus gastos com publicidade à promoção do Muse, contra 23% em setembro. Como resultado, o app saltou da 73ª para a 21ª posição entre as marcas com mais impressões de anúncios nos EUA. Que é a quantidade de vezes que uma propaganda aparece para alguém.

Ao mesmo tempo, o ritmo de novos downloads já mostrou sinais de cansaço. Na semana encerrada em 7 de outubro, a média foi de cerca de 165 mil instalações por dia, queda de 8,1% frente à semana anterior. É o comportamento típico de lançamentos muito badalados: o pico inicial vem forte e depois tende a se acomodar.

A disputa nas lojas também ficou acirrada. Nesse sentido, em 19 de outubro, a plataforma de streaming Kick ultrapassou brevemente o Muse na App Store americana, mas o app da Meta recuperou o primeiro lugar no dia seguinte. No Google Play, ele vinha ocupando a liderança havia 30 dias seguidos.

Para o mercado de IA, a mensagem é clara: a Meta tem algo que OpenAI. Por isso, anthropic e xAI não têm na mesma escala, que é uma máquina de distribuição e publicidade construída ao longo de anos com Facebook, Instagram e WhatsApp. Isso permite colocar um produto novo diante de milhões de pessoas muito rapidamente.

E o usuário brasileiro? Por ora, nada muda na prática, já que o Muse está restrito aos Estados Unidos e ao Canadá. Ainda assim, vale acompanhar, porque o Brasil é um dos mercados mais fortes da Meta. E um assistente com essa tração tende a ganhar espaço onde a empresa já tem presença consolidada.

Para quem usa ChatGPT, Gemini ou Claude no dia a dia, o recado é que a concorrência entre assistentes deve esquentar. Ao mesmo tempo, mais disputa costuma significar mais recursos gratuitos e mais pressão para que as ferramentas mantenham o usuário engajado, e não apenas atraiam curiosos no primeiro dia.

Perguntas frequentes

O que é o Muse da Meta e onde ele está disponível?

O Muse da Meta é um aplicativo de inteligência artificial descrito como um agente, ou seja, um assistente capaz de realizar tarefas para o usuário. Por isso, ele foi lançado em 8 de setembro e, até agora, está disponível apenas nos Estados Unidos e no Canadá, sem data anunciada para chegar ao Brasil.

O Muse é mais popular que o ChatGPT?

Em termos de estreia, sim. Por isso, nos primeiros 40 dias nos EUA, o Muse teve cerca de 10,2 milhões de downloads, contra 3,7 milhões do ChatGPT no mesmo período inicial. A comparação, porém, considera apenas os primeiros 40 dias de cada aplicativo, e não a base total de usuários que o ChatGPT acumulou desde seu lançamento.

Fonte: Perplexity / TokenPost

Análise Crítica

O Muse é a Meta fazendo o que sabe fazer melhor: transformar distribuição em produto. Quando 39% da verba publicitária de uma empresa desse tamanho vai para um único app, não estamos falando de um lançamento, mas de uma aposta de sobrevivência no mercado de assistentes. A Meta perdeu a largada dos chatbots e está comprando o atraso com a moeda que a OpenAI não tem: atenção já capturada em Instagram e WhatsApp. Quem mais sofre é o ChatGPT, justamente porque sua vantagem sempre foi ser o nome padrão para IA no celular; se o usuário comum passa a ter um assistente bom o bastante, empurrado pela rede social que já abre vinte vezes por dia, o hábito migra sem que ninguém perceba.

Pense no dono de um pequeno e-commerce que hoje usa o ChatGPT para escrever descrições de produto e responder clientes: se a Meta integrar o Muse ao WhatsApp Business e aos anúncios, ele vai consolidar tudo ali, porque é onde o cliente já está. O padrão é conhecido: crescer gratuitamente, criar dependência e só depois cobrar, seja com assinatura, seja com seus dados alimentando o motor de anúncios. A retenção acima da média é real, mas a curva de downloads já desacelera. Quanto custou cada usuário que realmente ficou?

A visão do canal Invente com IA

O recado aqui é de alerta: se o seu negócio depende de atendimento e vendas pelo WhatsApp e Instagram, você não pode deixar seu fluxo de IA preso numa ferramenta só. A Meta está gastando dinheiro para colocar o Muse na mão de todo mundo, e quando isso chegar no Brasil, seu cliente vai esperar respostas rápidas e personalizadas dentro do próprio app da Meta. Quem continuar copiando e colando resposta do ChatGPT vai ficar mais lento que a concorrência e perder venda no chat. Então já organize seus textos de atendimento, catálogo e perguntas frequentes em um formato fácil de plugar em qualquer assistente.

Compartilhe este artigo

Foto de Mariana Machado de Almeida

Mariana Machado de Almeida

Compartilhe:
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Entre para o Grupo VIP

Esteja um passo à frente. Receba o resumo diário de IA antes de todo mundo.

TV INVENTE

Banner Laterial Noticias

Bem-vindo ao Invente com IA

ou

Ao se cadastrar, você concorda com os [Termos de Serviço] e a [Política de Privacidade].