Seu Hub de Inteligência Artificial

Seu Hub de IA

Banner Completo Noticias

Gemini 4 Carbon: Google lança modelo focado em cibersegurança

O Google lançou o Gemini 4 Carbon, com 59 pontos no AA Index e recordes em cibersegurança. Acesso inicial só para defensores cibernéticos.

O Google lançou o Gemini 4 Carbon, descrito pela empresa como seu modelo mais forte, com desempenho de ponta em cibersegurança e em tarefas de longa duração. Por enquanto, ele está liberado só para um grupo de defensores cibernéticos, via Fairwind Program. Desenvolvedores, empresas e consumidores ainda não têm acesso, e o preço de lançamento é o mesmo do Argon: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída.

Arte oficial do Gemini 4 Carbon
Arte oficial do Gemini 4 Carbon. Fonte: Google.

O que é o Gemini 4 Carbon

O Carbon é o novo modelo de ponta do Google, lançado duas semanas depois do Gemini 4 Argon. Segundo o Google, ele ocupa o primeiro lugar no Artificial Analysis Intelligence Index v5.0, com 59 pontos, e traz ganhos em programação, tarefas de agentes e nas capacidades usadas na defesa cibernética. Em testes internos, o Google também diz ter visto mais código seguro gerado e menos desalinhamento e invenção de informações em ambientes reais de programação das suas equipes.

Tarefas longas de engenharia

O modelo foi desenhado para problemas de engenharia mais difíceis e de longa duração, em fluxos de trabalho de agentes. O Google conta que, internamente, o Carbon chegou a rodar por dias, persistindo diante de becos sem saída para achar a causa e corrigir bugs sutis em grandes bases de código e em sistemas de baixo nível. A empresa também diz ter melhorado programação, tarefas de agentes e científicas, desenvolvimento web full-stack e compreensão multimodal. No WebDev Arena, o Carbon subiu 89 pontos de Elo e ficou em 4º lugar, com 1769.

Tabela de benchmarks do Gemini 4 Carbon comparado a Argon, GPT-6 Astra, Claude Opus 5.5 e Claude Fable 5.1
Benchmarks divulgados pelo Google. Fonte: Google.

Cibersegurança, o grande destaque

O Google afirma que o Carbon entrega um salto em todo o ciclo de defesa: detectar, validar e corrigir vulnerabilidades. Em benchmarks externos, avaliados sem as proteções ativadas, o Google reporta:

  • SEC-bench Pro, para encontrar vulnerabilidades reais: 88,2%, contra 83,4% do Argon e 85,4% do GPT-6 Astra.
  • ExploitGym, para checar se uma falha é explorável: 54,8%, contra 42,0% do Argon, 42,4% do GPT-6 Astra e 34,5% do Claude Opus 5.5.
  • CWE-bench, da Collinear, para corrigir a causa raiz: 71,0%, contra 68,0% do Argon e do GPT-6 Astra e 67,0% do Claude Opus 5.5.
Gráfico do SEC-bench Pro
SEC-bench Pro. Fonte: Google.
Gráfico do ExploitGym
ExploitGym. Fonte: Google.
Gráfico do CWE-bench
CWE-bench. Fonte: Google.

Na prática, segundo o Google, o Carbon tem mais que o dobro da taxa de sucesso do Argon em gerar código seguro nos testes internos. A equipe do Chrome relatou que ele foi mais de 10 vezes melhor que o grande modelo de outro laboratório na geração de patches de alta qualidade, e a Wiz diz que o Carbon lidera benchmarks de testes de invasão web, tema da iniciativa Scan for Good da empresa.

Comparação com os concorrentes

A tabela publicada pelo Google compara o Carbon com o Argon, o GPT-6 Astra, o Claude Opus 5.5 e o Claude Fable 5.1. Alguns números ajudam a ler o quadro:

  • AA Index v5.0: Carbon 59, Claude Opus 5.5 58, GPT-6 Astra 57, Argon 50 e Fable 5.1 49.
  • Terminal-Bench 4.0: Carbon 65,2%, contra 59,6% do Opus 5.5 e 59,1% do GPT-6 Astra.
  • Agents’ Last Exam v1.1: Carbon 77,4%, contra 73,1% do GPT-6 Astra e 71,6% do Opus 5.5.
  • GraphWalks (contexto longo, 256 mil a 1 milhão de tokens): Carbon 96,2%, contra 84,2% do Argon.
  • Vending-Bench 2: saldo de US$ 16.484 do Carbon, contra US$ 15.515 do GPT-6 Astra e US$ 9.235 do Opus 5.5.

Nem tudo é liderança do Carbon, e o próprio quadro mostra isso. No FrontierSWE 2, o GPT-6 Astra marca 65,5%, contra 61,2% do Carbon. No OSWorld-2.1 (subconjunto offline), o Claude Opus 5.5 lidera com 87,2%, contra 81,5% do Carbon. Os números são divulgados pelo Google, e a metodologia fica na página de avaliações do DeepMind.

Segurança e alinhamento

O Carbon usa a mesma estrutura de segurança do Argon, que combina treino do modelo, defesas contra uso indevido em tempo real, resistência a injeção de prompt e monitoramento da cadeia de raciocínio. O Google destaca, em testes internos ou em benchmarks próprios:

  • Menos atalhos e brechas: o sucesso de trapaça no Terminal-Bench 4.0 caiu para 0,0%, com tentativas em 0,4%, sem perda de precisão. Alertas de desalinhamento de alta gravidade caíram quase 80% em ambientes reais de programação das equipes.
  • Mais transparência: afirmações sem suporte caíram cerca de 2 vezes em relação ao Argon.
  • Colaboração diante de ambiguidade: em vez de chutar, o modelo busca as fontes e mostra as discrepâncias ao usuário antes de agir.
  • Execução dentro do escopo: excesso de ação caiu 26% e falta de entrega caiu 29%.
  • Injeção de prompt: no benchmark Gray Swan IPI, o Carbon chegou a 0,0% de sucesso de ataque, contra 0,7% do Argon, resistindo a todos os ataques avaliados.
Gráfico do Gray Swan IPI, menor é melhor
Gray Swan IPI, menor é melhor. Fonte: Google.

Disponibilidade e preço

O Google diz adotar um lançamento deliberado e estar participando do processo voluntário do governo dos Estados Unidos para testes de modelos antes do lançamento. Nesta semana, o Carbon fica disponível para um grupo de defensores cibernéticos e, aos poucos, para outros parceiros de confiança, por meio do Fairwind Program. A empresa afirma que continua coletando feedback e ajustando as proteções antes de liberá-lo para desenvolvedores, empresas e consumidores o mais rápido possível. Não há data nem informação sobre o Brasil.

No lançamento, o Carbon custa o mesmo preço introdutório do Argon: US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com tokens de entrada em cache 95% mais baratos. Passado o período introdutório, passam a valer US$ 4 por milhão de entrada e US$ 20 por milhão de saída.

Para quem é e para quem não é

Hoje, o Carbon é para equipes de segurança, defensores cibernéticos e parceiros selecionados pelo Fairwind Program. Quem quer usar no dia a dia ou integrar por API ainda precisa esperar a liberação. Para quem trabalha com programação, agentes e segurança de software, ele já indica a direção do que deve chegar às ferramentas do Google.

Perguntas frequentes

O que é o Gemini 4 Carbon?

É o novo modelo de ponta do Google, lançado duas semanas depois do Gemini 4 Argon, com foco em cibersegurança e tarefas de longa duração.

Quem pode usar o Carbon agora?

Apenas um grupo de defensores cibernéticos, que será ampliado gradualmente a parceiros de confiança pelo Fairwind Program. Para desenvolvedores, empresas e consumidores, o Google diz que chegará o mais rápido possível, sem data.

Quanto custa?

No período introdutório, US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com entrada em cache 95% mais barata. Depois, US$ 4 e US$ 20.

O Carbon é melhor que o GPT-6 Astra e o Claude Opus 5.5?

Na tabela do Google, ele lidera a maioria dos benchmarks listados, mas o GPT-6 Astra vence no FrontierSWE 2 e o Claude Opus 5.5 vence no OSWorld-2.1. Os números são divulgados pelo próprio Google.

Está disponível no Brasil?

O Google não informou disponibilidade por país.

Fonte: Google Blog

Análise Crítica

O Carbon traz resultados fortes nos benchmarks divulgados, com destaque para o ciclo de defesa cibernética (encontrar, explorar e corrigir falhas) e para tarefas longas de agentes. A tabela do Google mostra liderança na maioria das linhas, mas também casos em que o GPT-6 Astra (FrontierSWE 2) e o Claude Opus 5.5 (OSWorld-2.1) vão melhor, o que ajuda a ler o quadro com equilíbrio. Os números vêm do próprio Google, e itens como alinhamento, trapaça e alertas de desalinhamento são de testes internos, então vale esperar avaliações independentes quando o acesso for ampliado. O acesso hoje é restrito a defensores cibernéticos, sem data para o público geral e sem informação sobre o Brasil.

A visão do canal Invente com IA

Se você trabalha com segurança de software, acompanhe o Fairwind Program e as avaliações independentes quando saírem. Se você programa com agentes, o Argon já está disponível para desenvolvedores e dá uma ideia da linha do Google, e o Carbon deve chegar com o mesmo preço introdutório. Para quem usa no dia a dia, o melhor agora é esperar a liberação nos produtos e comparar com o seu fluxo de trabalho real.

Compartilhe este artigo

Foto de Cassiano Bassil

Cassiano Bassil

Cassiano Bassil é especialista em marketing digital e inteligência artificial, com mais de 25 anos de experiência nas áreas de comunicação, design, publicidade e estratégia digital. Fundador da Invente Comunicação e co-criador do projeto Invente com IA, onde compartilha análises, ferramentas e aplicações práticas de inteligência artificial para profissionais e empresas.
Compartilhe:
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Entre para o Grupo VIP

Esteja um passo à frente. Receba o resumo diário de IA antes de todo mundo.

TV INVENTE

Banner Laterial Noticias

Bem-vindo ao Invente com IA

ou

Ao se cadastrar, você concorda com os [Termos de Serviço] e a [Política de Privacidade].